Tão sensivel a perturbações físicas e psicológicas, o coração sempre foi objeto de atenção especial dos poetas e dos médicos.
Essa admiração, porém, sempre envolveu exageros. Hipócrates, por exemplo, achava que o coração desempenhava funções que mais tarde se revelaram como exclusivas do cérebro. Mas, embora despojado das qualidades imaginárias e poéticas que antigamente se atribuíam a ele, o coração continua admirável, pelo extraordinário funcionamento e pela engenhosa estrutura.
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